Capital · 8 min de leitura
Pitch deck que resiste à diligência: a história depois dos slides
Como transformar tese, números e riscos em uma narrativa que sustenta a primeira conversa e a checagem seguinte.
Um deck não é um cartaz de ambição. Ele é a compressão de uma tese que precisa sobreviver quando alguém pede a planilha, o funil, a coorte e a explicação para a principal premissa.
Comece pela decisão que o capital precisa financiar
Antes de desenhar slides, descreva o marco que o recurso viabiliza: provar retenção, encurtar ciclo comercial, expandir uma unidade econômica já validada ou financiar um ativo estratégico. Sem essa relação, o pedido de capital parece apenas uma necessidade de caixa.
Faça cada número ter uma origem
Receita, margem, CAC, conversão e projeção devem apontar para uma fonte e uma definição. Não é preciso colocar todas as tabelas na apresentação; é preciso conseguir abri-las sem mudar o critério no meio da conversa.
Trate riscos como gestão
Uma tese madura nomeia riscos de execução, mercado, dependência e capital. O que interessa ao investidor é a resposta operacional: qual sinal será acompanhado, qual limite dispara ação e quem toma a decisão.
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